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Bolsa Social

StartupsEspanha·Desde 2014·Licença regulada

Plataforma espanhola de equity crowdfunding em startups, autorizada ECSP (PSFP-6/CNMV), com investimento mínimo de €1.000 e sem mercado secundário.

Investimento mín.
1000 €
Rentabilidade
Não divulgado
histórica
Divisas
EUR
Instrumentos
1 tipos
Equity (participação no capita
Ficha técnica
Ano de fundação
2014
Instrumentos
Participações
Idiomas
Inglês, Espanhol

Sobre Bolsa Social

Bolsa Social é uma plataforma de financiamento colaborativo de capital (equity crowdfunding) fundada em 2014 e sediada em Madrid, Espanha. Gerida pela entidade jurídica La Bolsa Social PFP SL, a Bolsa Social em Portugal permite a investidores particulares e profissionais participar no capital de startups em fase de crescimento, com um bilhete de entrada a partir de €1.000 por operação. A plataforma opera ao abrigo do Regulamento europeu ECSP (UE) 2020/1503, tendo obtido autorização como Prestador de Serviços de Financiamento Colaborativo (PSFC) junto da Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV) de Espanha, sob o número de registo PSFP-6. Este passaporte europeu permite-lhe oferecer os seus serviços a investidores de outros Estados-membros da União Europeia, incluindo Portugal, em regime de livre prestação transfronteiriça. A supervisão direta cabe à CNMV e não à CMVM portuguesa.

O modelo de negócio da Bolsa Social distingue-se dos típicos portais de empréstimo P2P (crédito): em vez de concessão de crédito, o investidor adquire uma participação no capital de empresas emergentes. Isto significa que o retorno não assume a forma de juros periódicos, mas sim de potencial valorização da participação ou de eventos de liquidez como aquisições, fusões ou emissões públicas de ações. A plataforma posiciona-se como uma comunidade online de investimento em startups, onde os projetos são selecionados e apresentados à sua base de utilizadores registados.

Em termos de produtos, a Bolsa Social disponibiliza exclusivamente instrumentos de capital (equity), denominados em euros, acessíveis a investidores de retalho. Não existe oferta de obrigações, empréstimos participativos nem outros instrumentos de dívida. O investimento mínimo fixado em €1.000 por operação é consideravelmente superior ao de plataformas de crédito P2P, o que exige uma maior capacidade financeira por parte do investidor. A plataforma não dispõe de auto-invest, mercado secundário, aplicação móvel dedicada nem publica estatísticas agregadas de financiamento ou histórico de deal-flow, o que limita a comparabilidade com outras plataformas europeias do sector.

No que respeita a sinais de confiança e credibilidade, a autorização ECSP junto da CNMV com o número PSFP-6 constitui o principal elemento regulatório verificável. Fundada em 2014 — antes, portanto, da entrada em vigor do regime ECSP —, a Bolsa Social conta com mais de uma década de presença no ecossistema de capital de risco ibérico. Não foram confirmadas redes sociais ativas, auditorias externas publicadas, investidores institucionais de referência ou parcerias estratégicas verificáveis à data desta ficha. A plataforma não tem perfil reclamado no Trustpilot, pelo que não há historial público de opiniões agregadas disponível nessa fonte.

Pontos fortes
  • Autorização ECSP com número PSFP-6 verificável junto da CNMV
  • Plataforma fundada em 2014, com mais de uma década no setor
  • Investimento em capital de startups europeias em crescimento
  • Denominação exclusivamente em euros, sem risco cambial
  • Acesso transfronteiriço a investidores portugueses via passaporte ECSP
  • Regulação europeia harmonizada (UE) 2020/1503 aplicável
Pontos fracos
  • Investimento mínimo de €1.000 elevado face à concorrência P2P
  • Sem mercado secundário — iliquidez potencialmente prolongada
  • Ausência de auto-invest e de aplicação móvel dedicada
  • Sem estatísticas públicas de rendimento histórico ou deal-flow
  • Sem perfil Trustpilot reclamado — reputação online difícil de aferir
  • Risco de perda total do capital em caso de insolvência da startup
Processo

Como funciona Bolsa Social?

O investidor começa por se registar em bolsasocial.com e completar o processo de identificação (KYC) exigido pelo regulamento ECSP. Após a verificação, a plataforma aplica um teste de adequação para avaliar os conhecimentos e a experiência do investidor em instrumentos de capital de risco.

Selecionadas as oportunidades disponíveis, o investidor compromete o montante desejado (mínimo €1.000) numa startup concreta. Não existe função de auto-invest: cada decisão é tomada manualmente, campanha a campanha. Uma vez concluída a ronda de financiamento, o investidor torna-se acionista (ou detentor de participação equivalente) da empresa financiada.

O retorno não é garantido nem periódico: depende inteiramente da evolução da startup — valorização, distribuição de dividendos, evento de saída (aquisição, fusão, IPO) ou, em cenário adverso, insolvência da empresa. Não existe mercado secundário na plataforma, pelo que a desinvestimento antes de um evento de liquidez não está assegurado. Os fundos são transferidos via depósito bancário em euros.

Onboarding

Como abrir conta em Bolsa Social?

  1. 1

    Registo em bolsasocial.com

    Acede a bolsasocial.com e cria a tua conta de investidor, fornecendo o endereço de correio eletrónico e uma palavra-passe segura. O processo decorre integralmente online e está disponível em espanhol e inglês. Guarda as credenciais de acesso num local seguro antes de avançar.

  2. 2

    Verificação de identidade (KYC)

    Submete os documentos de identificação exigidos ao abrigo do regulamento ECSP e da legislação de branqueamento de capitais: documento de identidade ou passaporte válido e comprovativo de morada. O prazo de verificação varia consoante o volume de pedidos em tratamento pela equipa da plataforma.

  3. 3

    Teste de adequação (ECSP)

    O regulamento ECSP (UE) 2020/1503 obriga a plataforma a avaliar os teus conhecimentos em investimento de capital de risco. Responde ao questionário sobre experiência prévia, situação financeira e tolerância ao risco. Investidores não experientes ficam sujeitos a limites de investimento e avisos adicionais.

  4. 4

    Primeiro depósito

    Transfere os fundos para a conta de pagamento associada à plataforma por transferência bancária em euros (SEPA). O montante mínimo de entrada por operação é €1.000. Confirma os dados do beneficiário diretamente na área pessoal antes de realizar a transferência para evitar erros.

  5. 5

    Primeiro investimento

    Consulta as campanhas de startups ativas, analisa os documentos disponibilizados (incluindo a Ficha de Informação do Projeto exigida pelo ECSP) e compromete o montante desejado na empresa escolhida. Não existe auto-invest: cada decisão é manual. Guarda todos os documentos contratuais para efeitos fiscais futuros.

Operativa

Depósitos e levantamentos

Métodos de depósito
Transferência bancária SEPA
Métodos de levantamento
Transferência bancária SEPA
Tempo de depósito
Não divulgado
Tempo de levantamento
Não divulgado
Depósito mínimo
1000

A plataforma não divulga publicamente comissões associadas a depósitos ou levantamentos, nem prazos médios de processamento. Os levantamentos dependem de eventos de liquidez das startups financiadas e não de um pedido imediato ao estilo das plataformas de crédito P2P. Não há conversão de moeda, pois os investimentos são denominados exclusivamente em euros.

Estrutura de custos

Comissões e tarifas

ConceitoMontante
Comissão de investimento
A plataforma não publica a estrutura de comissões cobradas ao investidor de forma pública e agregada.
Não divulgado
Comissão de sucesso (carry)
Típico no equity crowdfunding; não confirmado publicamente pela Bolsa Social.
Não divulgado
Comissão de levantamento
Não divulgado
Câmbio de moeda
Investimentos exclusivamente em euros.
Não aplicável
Mercado secundário
A plataforma não dispõe de mercado secundário.
Não disponível
Inatividade
Não divulgado
Rendimentos

Rentabilidade histórica

O rendimento da Bolsa Social não segue o modelo de taxa de juro anual fixo típico das plataformas de crédito P2P. Sendo uma plataforma de equity crowdfunding, o retorno para o investidor depende inteiramente do desempenho das startups em carteira: valorização do capital aquando de uma saída (venda da empresa, fusão ou oferta pública inicial) ou, eventualmente, distribuição de dividendos. A plataforma não publica estatísticas agregadas de rendimento histórico, taxa de sucesso das empresas financiadas nem retorno médio por investidor — todos estes indicadores estão classificados como «Não divulgado». O investidor deve ter presente que o investimento em startups em fase inicial comporta um risco de perda total do capital investido muito superior ao de outras classes de ativos. A ausência de mercado secundário agrava o risco de iliquidez: em caso de necessidade de liquidez antecipada, não existe mecanismo interno de saída disponível na plataforma. Qualquer estimativa de retorno apresentada por terceiros deve ser encarada com prudência na ausência de dados verificáveis publicados pela própria plataforma.

Adequação por perfil

Para que investidor é Bolsa Social?

conservador
✗ Não adequado

O investimento em capital de startups implica risco elevado de perda total, iliquidez estrutural e ausência de garantias. Perfis conservadores devem evitar esta classe de ativos, incompatível com preservação de capital.

moderado
✗ Não adequado

Embora o interesse por startups possa existir, o perfil moderado tende a valorizar liquidez e previsibilidade de rendimento. A ausência de mercado secundário e a volatilidade inerente ao equity de startups dificultam a adequação.

agresivo
✓ Adequado

Investidores com elevada tolerância ao risco e horizonte temporal longo podem considerar a Bolsa Social como componente de diversificação em capital de risco, desde que o montante alocado represente apenas uma fração da carteira global.

Segurança e regulação

Bolsa Social é segura e está regulada?

A questão «Bolsa Social é fiável?» merece uma resposta matizada. A plataforma detém autorização como Prestador de Serviços de Financiamento Colaborativo (PSFC) ao abrigo do Regulamento (UE) 2020/1503, emitida pela Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV) de Espanha sob o número PSFP-6. Este enquadramento regulatório europeu impõe obrigações de transparência, proteção dos investidores e segregação de fundos dos clientes relativamente ao patrimônio da plataforma. A CMVM portuguesa não supervisiona diretamente a plataforma, mas o passaporte ECSP é reconhecido em todo o espaço económico europeu.

Contudo, a Bolsa Social é fiável na medida em que cumpre os requisitos regulatórios confirmados, mas o investidor português deve ter em conta várias limitações: não foram confirmadas auditorias externas publicadas, a plataforma não tem perfil reclamado no Trustpilot e não divulga estatísticas operacionais agregadas. AVISO: os investimentos na Bolsa Social não são cobertos pelo Fundo de Garantia de Depósitos nem por qualquer outro mecanismo de proteção legal equivalente. Em caso de insolvência da plataforma ou das startups financiadas, o investidor poderá perder a totalidade do capital investido. Não existem incidentes públicos confirmados à data desta ficha.

Licenças e regulação

Entidade reguladoraNúmeroPaísVerificar
Comisión Nacional del Mercado de Valores
PSFP-6EspanhaFonte

Opiniões de utilizadores

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Contacto

Onde encontrar Bolsa Social

Sede
Madrid, Espanha

Os dados de contacto direto (e-mail de suporte, telefone e horário de atendimento) não estão publicamente confirmados nas fontes disponíveis; consulta a secção de contacto em bolsasocial.com para informação atualizada.

Perguntas frequentes